MEDINDO O DESEMPENHO DA CONSERVAÇÃO PATRIMONIAL
1 Datas e local
29 a 31 de março de 2011
Fundação Joaquim Nabuco, Recife, Pernambuco, Brasil
2 Tema
Um dos grandes desafios para instituições e estudiosos da conservação proteção patrimonial tem sido desenvolver instrumentos para avaliar o desempenho das ações de conservação de bens complexos como: sítios urbanos, territórios e paisagens culturais, e coleções de objetos diversos. A UNESCO, por exemplo, vem aperfeiçoando os Relatórios Periódicos sobre o estado de conservação dos bens da lista do Patrimônio Mundial, no intuito de tornar as avaliações mais transparentes e menos sujeitas a distorções causadas por condicionamentos técnicos e político.
Contudo, ainda são incipientes os estudos e sistemas de monitoramento e avaliação que permitam identificar, registrar e avaliar, no sentido objetivo, o desempenho das ações de conservação e seus impactos. Desde a Carta de Burra, a teoria da conservação passa por uma mudança de paradigma que coloca a manutenção da significância cultural como o objetivo central da conservação patrimonial. Além dos especialistas, essa mudança indica que a conservação de bens patrimoniais complexos deve passar pela opinião de atores sociais envolvidos diretamente com os bens (os stakeholders), introduzindo, assim, o relativismo cultural e o uso da subjetividade como instrumento de análise. Também, o uso de indicadores tem sido apontado como um caminho profícuo para a construção de um instrumento de monitoramento aplicáveis aos diferentes tipos de bens complexos permitindo avaliações de desempenho das ações de conservação e de políticas públicas associadas à valorização econômica, sustentabilidade e inclusão social.
O 6º Seminário irá discutir esse assunto analisando tanto a teoria como a prática da avaliação da conservação patrimonial e de seus impactos, respondendo as seguintes questões:
1) Quais as conseqüências da mudança do paradigma teórico para o desenvolvimento de instrumentos de monitoramento e avaliação da conservação de bens complexos como: sítios urbanos, territórios e paisagens culturais, e coleções de objetos diversos?
2) Como se pode avaliar o desempenho da conservação dos bens patrimoniais ao longo do tempo? Pode-se comparar o desempenho de ações sobre diferentes bens de uma mesma ou de diferentes naturezas?
3) O que ensina a experiência do uso de indicadores na avaliação de ações de conservação? É possível estimar a eficácia e a efetividade do uso desses instrumentos no monitoramento da conservação patrimonial?
4) Existem experiências de avaliação ou de uso de indicadores de conservação que possam contribuir para o debate e o desenvolvimento da teoria e dos instrumentos de monitoramento?
Convidamos todos aqueles interessados na conservação patrimonial atuando na academia e nas instituições de promoção da cultura como fator de desenvolvimento a apresentar suas idéias, propostas e estudos em artigos que tratam das questões do seminário enviando-os para o Comitê Científico do 6º Seminário Internacional sobre Conservação Urbana.
3 Línguas
O Espanhol, o Português e o Inglês (EUA) são as línguas do seminário.
4 Organização
4.1. Promotores
§ Centro de Estudos Avançados da Conservação Integrada (CECI)
§ Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Urbano da Universidade Federal de Pernambuco (MDU/UFPE)
§ International Centre for the Study of the Preservation and Restoration of Cultural Property (ICCROM) – LATAM Programa Indicadores Econômicos
4.2. Parceiros
§ Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN
§ Fundação Joaquim Nabuco – FUNDAJ
§ Oficina Regional de Cultura para América Latina e o Caribe/UNESCO
4.3. Comitê Executivo
§ Sílvio Mendes Zancheti (CECI)
§ Maria Ângela de Sousa (MDU/UFPE)
§ Katriina Simila (ICCROM)
§ Claudia Ronaboldo (Rimisp – Centro Latino Americano para o Desenvolvimento Rural)
§ Herman van Hooff (UNESCO)
§ Claudia Bastos do Nascimento (IPHAN)
§ Rita de Cássia Araújo (FUNDAJ)
4.4. Secretaria Executiva
§ Lúcia Tone Hidaka (CECI)
§ Rosane Piccolo (CECI)
§ Laura Alecrim (CECI)
4.5. Comitê Científico
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- Ana Jara Casco (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, Brasil)
§ Ana Pereira Roders (Eindhoven University of Technology, Holanda)
§ Angel Cabeza (Dirección Nacional de Arquitectura del Ministerio de Obras Públicas, Chile)
§ Dora Arizaga (Universidade Andina Simon Bolivar, Equador)
§ Fátima Furtado (Universidade Federal de Pernambuco, Brasil)
§ Flaviana Lira (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, Brasil)
§ Flaviana Lira (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, Brasil)
§ Heleni Porfyriou (Consiglio Nazionale delle Ricerche, Itália)
Isabel Villaseñor (México)
§ Jeremy Wells (Historic Preservation Lead, City and County of DenverUSA)
§ Luís Amorim (Universidade Federal de Pernambuco, Brasil)
§ Lúcia Hidaka (Universidade Federal de Alagoas, Brasil)
§ Marcelo Magadan (Magadan & Ass., Argentina)
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- Norma Lacerda (Universidade Federal de Pernambuco, Brasil)
- Paulius Kulikauskas (City&Time, Lituânia)
§ Sueli Schiffer (Universidade de São Paulo, Brasil)
§ Valerie Magar (Instituto Nacional de Antropología e Historia, México)
§ Virgínia Pontual (Universidade Federal de Pernambuco, Brasil)







